Cultura Digital-First 

13 janeiro 2025

Como a cultura digital-first pode desbloquear o potencial humano nas empresas?

O que vem a ser uma empresa realmente digital-first? As organizações alinhadas a esse conceito fazem muito mais do que automatizar processos: elas fomentam uma cultura que valoriza a colaboração entre pessoas e tecnologia em todos os aspectos do negócio, colocando a inovação tecnológica no centro das decisões.

Essa nova era de trabalho interconectado também exige que a equipe de recursos humanos seja capaz de integrar e alinhar processos para liberar plenamente o potencial da força de trabalho e impactar positivamente a experiência dos colaboradores. O estudo Global Talent Trends 2024, da Mercer, mostrou que empresas que já implementaram essa cultura estão mais preparadas para enfrentar crises e adaptar seus modelos de negócios de maneira ágil.

De qualquer maneira, essa não tem sido uma tarefa fácil, sobretudo quando se tenta acertar o lado humano da transformação digital. Na pesquisa, um em cada seis líderes de RH relata que suas recentes iniciativas na área não foram bem-sucedidas e 67% deles acreditam que o fracasso aconteceu porque as formas de trabalhar não foram transformadas.

A maioria teme não estar fazendo o suficiente para inspirar os colaboradores a adotar novas tecnologias no ritmo necessário. Ao mesmo tempo, em 38% das empresas a tecnologia disponível para uso dos times internos não é tão avançada quanto a tecnologia fornecida aos clientes.

Esse abismo aparece quando as equipes de implementação criam processos em vez de jornadas, concentrando-se na própria tecnologia como experiência, não na experiência humana do trabalho. Ferramentas difíceis de usar, que não se alinham aos processos e não se integram ao fluxo de trabalho, são frequentemente abandonadas.

É preciso entender e comunicar os impactos da IA e da automação na experiência do colaborador

Ainda de acordo com o Global Talent Trends 2024, mais da metade dos executivos acreditam que seus negócios não sobreviverão além de 2030 sem a adoção massiva da inteligência artificial generativa – e a amplificação da capacidade humana é uma característica central dessa transformação.

A IA precisa ser vista como uma parceira que vai além da automação de tarefas repetitivas para substituir postos de trabalho: a ideia é que ela complemente e expanda capacidades, analisando grandes volumes de dados e gerando insights enquanto os humanos trazem o contexto e o pensamento crítico.

Além disso, quando usada corretamente, uma IA pode personalizar a experiência de trabalho, oferecendo suporte específico para as necessidades individuais dos colaboradores, facilitando o aprendizado de novas habilidades e permitindo que as pessoas desempenhem suas funções de maneira mais alinhada com seus pontos fortes.

Apesar dos benefícios, ainda há uma certa resistência a essa tecnologia, devido ao medo de perda de empregos e inseguranças em relação ao seu papel no futuro do trabalho. No entanto, o relatório mostra que as empresas bem-sucedidas estão abordando essas preocupações por meio de uma comunicação clara sobre os ganhos compartilhados.

53% dos executivos esperam que a IA e a automação aumentem a produtividade em 10% a 30% nos próximos três anos. Além disso, 40% veem um potencial de ganhos ainda maiores, à medida que os processos são redesenhados para incorporar a tecnologia e simplificar o trabalho.
Fonte: Global Talent Trends 2024

Com as novas tecnologias, surgem novos desafios de qualificação

Segundo o relatório, dois terços dos executivos acreditam que cargos, e não pessoas, devem ser dispensados por conta da IA. Esse dado reforça a ideia de que a tecnologia não elimina necessariamente empregos, mas exige um redesenho das funções e competências associadas a ela.

Esse cenário cria uma demanda urgente de requalificação, especialmente em habilidades relacionadas à integração homem-máquina, criatividade, inovação e capacidade de se adaptar rapidamente a novos cenários.

Outra providência deverá ser o redesenho das trajetórias de carreira para que sejam mais flexíveis e ágeis, permitindo que os colaboradores transitem por diferentes funções e desenvolvam competências transversais. Essa abordagem alinha o crescimento dos colaboradores às demandas emergentes do mercado e da própria organização.

As empresas que lideram nesse quesito estão promovendo uma cultura que valoriza o aprendizado contínuo e a adaptabilidade, investindo em iniciativas de requalificação e programas que permitem que os colaboradores desenvolvam habilidades específicas para o uso de IA e outras tecnologias emergentes.

Se o RH está procurando uma maneira de fazer a diferença em 2025, que seja centrando-se no ser humano para energizar os fluxos de trabalho entre pessoas e máquinas de forma adaptável, e ativar uma experiência vencedora para a era digital.

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